quinta-feira, 26 de maio de 2016

Nunca é tarde para estar de volta...

Hoje senti saudade desse meu cantinho. Cantinho que era só meu e de alguns. Cantinho que eu falava sobre um pouco da alma e do que pensava. Hoje, lendo posts antigos, me vejo tão diferente. Como é bacana ver como tudo muda. Como mudamos, amadurecemos, crescemos... confesso que ri de alguns posts meus, mas os deixarei aqui. Fazem parte da minha história, certo? Voltarei ao meu blog... talvez esses anos que deixei de postar me mudaram bastante. Não se assustem com a mudança brusca. Quero voltar a ler meus textos de amigos daqui e estarei postando também. Me sentindo tão bem em estar de volta.

domingo, 29 de maio de 2011

E se ando...

"Confesso que ando muito cansado, sabe?
Mas um cansaço diferente .. um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem.
Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer.
Confesso que você estava em todos esses meus planos, mas eu sinto que as coisas vão escorrendo entre meus dedos, se derraonfesso que ando muito cansado, sabe?
Mas um cansaço diferente .. um cansaço de não mando, não me pertecendo.
Estou realmente cansado.
Cansado e cansado de ser mar agitado, de ser tempestade .. quero ser mar calmo.
Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: “calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.”
Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Confesso, confesso, confesso. Confesso que agora só espero você.
Suas confissões.''
(Caio Fernando Abreu)

Caio Fernando de Abreu.


A partir de hoje, quero deixar fragmentos do Caio aqui. Acho um absurdo ele ainda não ter sido citado no meu blog.
Aqui, vai um trecho dele. Descreve bem o meu momento. Bem o que ando pensando a meu respeito. Eu tenho algo com o Caio que é estranho. Me identifico com ele. Até quando o vejo, em fotos, sinto que a vida pulsa da mesma forma para mim.

Grande Caio! Grande alma que entra na minha perfurando, doendo. O que me resta? Me render as tuas verdades. Me rendo até mesmo as ilusões dele.


“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”

Uma curiosidade sobre Clarice.


Quem sou eu para escrever e falar sobre a grande Clarice Lispector?

Sou um mero amante e eterno admirador dessa grande alma, dessa grande mulher, desse grande ser.
Bom, me identificava muito com Clarice. Suas frases em todas as redes sociais, seus pensamentos. Parece Ana Carolina escrevendo música pra quem está sofrendo de amor. Tudo se encaixa perfeitamente.

Comprei alguns bons materias dela, mas não consigo ler. Não que perca o foco. Simplesmente me recuso a ler por sentir que ainda não vivi o suficiente para entender a forma e a profundidade que Clarice queria que eu absorvesse tudo que escreve. Me sinto uma fruta verde. Ainda preciso passar por muita coisa pra entendê-la.

Minha alma é iniciante. Meu coração já sofreu, mas ainda não sabe a dor de um verdadeiro amor. Começo a ler, me interesso pela história e... Nada acontece.
Não falta nada no livro, nem na história, nem em Clarice. Falta algo em mim. Algo que ainda vou passar.

Tenho certeza que um dia pego meus livros e entendo tudo que se passa lá. Quero ter a certeza de um dia ler Clarice e entender. Exijo isso da vida. Quero ser feliz, quero sofrer, quero perder, mas quero, principalmente, ganhar.

domingo, 17 de abril de 2011

Sinto.

Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora


Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você

É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar


Gosto muito da letra desta música. Da melodia, do clima e do sentimento que ela me passa.
Não sei explicar, mas parece meu momento.

domingo, 30 de janeiro de 2011

"Liberdade é pouco...


... o que desejo ainda não tem nome."


A liberdade, para mim, é tudo! Liberdade está, no meu ponto de vista, em viver momentos... O que mais quero na minha vida é levantar, bem cedo, antes de todos, e ir até uma praia, ver o sol nascer, alongar, correr e respirar aquele ar. Ver uma bela imagem todos os dias... Viajar até uma montanha com neve e, lá de cima, me sentir como uma águia prestes a voar. Quero mergulhar em um oceano azul, boiar olhando para o céu e respirar fundo imaginando o infinito.

Amo a natureza, as paisagens... Elas devem estar em todos os meus dias. Quero morar me frente a uma praia... Preciso daquela energia, aquilo me faz bem. Ler numa varanda com o silencio, o vento, a paz... Acho que preciso ir morar em Bora Bora.
Amo viver, amo a vida, amo!

Não nasci para vivenciar problemas, dramas, tristezas... Nasci para ser feliz, para alegrar... Sinto que tenho uma energia tão boa.

Por isso, amigos, se estiverem tristes e precisarem de um ombro amigo, estarei sempre aqui. Mas prefiro viver momentos felizes com vocês! Prefiro quando vocês estiverem triste, me chamem para sair, para beber, rir...

Não fiquem chateados, mas não suporto a tristeza. Ela me faz mal.

Me desculpem, mas não nasci para a tristeza.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Desabafo.


Venho, neste post, fazer um desabafo: me sinto impotente.

Desde muito jovem, sempre dizia que ia embora do Brasil, que meu sonho era estudar fora, ser um grande profissional capacitado... um grande homem, na verdade.
Este pensamento não mudou. Muito pelo contrário. Hoje, ele me causa angustia, ansiedade e aflição.

Os anos passam, a vida está passando e eu não consigo nem começar a fazer isso.
Planejamento, você me aconselharia? Não.

Na verdade, como disse no post anterior, o que devo fazer é esperar a vida. Me sinto capacitado e aberto para isto. Tenho o sonho de conhecer o mundo, outras culturas, outras línguas e outros costumes, mas parece que o universo não está conspirando. Talvez, eu não esteja pronto. Na verdade, não sei o que é.

Só sei que queria estar fazendo uma faculdade, ou terminando a minha de jornalismo. Gostaria de estar pensando no meu mestrado e doutorado, pensando e tendo a esperança de um amanhã bom.

Nunca sonhei em ser milionário. Se fosse, por trabalho, ia ser grato. Mas sonho em ter uma vida tranquila. Um lugar legal para morar, necessidades básicas cumpridas e poder me dar ao luxo de tirar férias do trabalho e não ter que ficar em casa. E, sim, poder viajar e curtir. Me programar para aproveitar bons momentos.

Por favor, não me levem a sério e, muito menos, procurem me entender. Sei que alguns estarão pensando em me dizer algo, que existe um jeito, que é so correr atras, não sei... Mas não há nada que alguém possa falar para mudar isso.

Como é ruim você querer tocar o ceu, ter a energia e o pique, mas não ter as asas...

Eu vou esperar o que o amanhã pode me guardar e estar aberto e receptivo para a oportunidade. Não é comodidade isso. Me entendam, o destino que fez assim. Não o culpo, nem o xingo. Só me sinto preso por não estar numa grande cidade, com grandes oportunidades de crescimento. Na verdade, preciso crer mais no amanhã, ter mais esperanças... Na verdade, nem sei mais o que estou escrevendo aqui.


Na verdade, chega! Até o próximo post.