quinta-feira, 30 de julho de 2009

Odeio-te


Achei que era o fim, quando te deixei no passado.
Tentei te esquecer, arrumei outros amores, mas você continua aqui.
O que você fez, hein? Não vou sossegar enquanto não me responder.
Um simples vento que bate em meu rosto me lembra você; um simples "pensar no nada" me traz você.
Maldita foi a hora que te conheci, você fez meu coração nunca mais ser o mesmo.
Sinto sua falta, e lembro de você todos os dias.
Odeio-me por isso.
Odeio-me por te amar a cada dia e por não te ter, e por não entender que não podemos ficar juntos.
Odeio-te pelos momentos que passei com você, e tenho certeza de que não passarei com mais ninguém.
Odeio-te pelo sentimento que você despertou em mim, e pela felicidade que causa quando estou com você
Odeio-te por me fazer viciado na sua presença e no seu carinho.
Odeio-me por ter perdido você.
Observação: Este texto é de minha autoria.
Crédito de imagem: Google.

Quando realmente morremos?



Hoje, levantei com um pensamento estranho... Há uns 6 meses atrás, perdi um tio. Até então, nunca tinha morrido ninguém na minha vida. Eu sempre fico me perguntando aonde está aquela pessoa? E o jeito dela? Os pensamentos dela? O sofrimento? Várias são as dúvidas! Mas não quero questionar a morte. Se entendesse dela, arranjaria um jeito de matá-la. Estou aqui pra questionar: quando nós realmente morremos?

Com essa pergunta, me peguei pensando nos imortais. Elvis e Michael são imortais, porque serão pra sempre lembrado, certo? E eu? Será que morremos quando ninguém mais lembra da gente?Será que morremos quando somos velados; ou morremos quando todas as pessoas que nos conheceram morreram também? Morremos quando ficamos inertes no mundo; morremos quando deixamos de amar?

Acho a morte intrigante até nisso. Não sei se nasci pra ser mortal ou imortal, mas isso sempre me deixou com uma curiosidade imensa, deixou.
Deixo aberta a pergunta: quando realmente morremos?
Crédito de imagem: Google.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Seria Saramago uma cegueira?


Há um tempo atrás, estava a ver um canal e passou uma reportagem sobre um filme entitulado de: Ensaio Sobre a Cegueira. Aquela história me despertou uma curiosidade e tive vontade de ir ver o filme. Ao sair do cinema, me senti impactado. Aspectos culturais foram expostos de forma tão fortes que, certas coisas, me deixaram nervoso. Me aprofundei mais no filme e descobri que ele era sobre um livro do ganhador do Nobel José Saramago.

Imediatamente fui até a livraria e comprei um exemplar do livro. Desde o momento que comecei a ler, tive vontade de devorá-lo. A escrita de Saramago me fez um pouco confuso no início, mas, apos me acostumar, devorei o livro.

A capacidade de misturar literatura e realidade naquele livro me deslumbrou. Passei a admirar mais e mais Saramago, até então, desconhecido por mim. Seus livros são inteligentes, e a sua escrita me encantou. Faz parte do estilo dele escrever assim. A ortografia pede para ter pausas, não pede? Que diferença faz ela ser feita por vírgulas? Quem sabe pausar um texto em uma virgula, entenderá perfeitamente o período formado. Emprestei o livro para algumas pessoas e elas odiaram. Disseram não conseguir ler um livro que pode passar um capítulo inteiro sem pontos finais. Aquilo me assustou. Pensei nisso como uma cegueira. As pessoas precisam se adptar a escritas diferentes, vocabulários diferentes, coisas diferentes para se enriquecerem. Se lermos sempre os mesmo livros, não vamos sair daquilo dalí.

Quando fui pegar o livro de volta, me questionei: Será que sou doido de gostar e entender perfeitamente ele? Ou as pessoas que estão loucas e paralisadas por costumes até mesmo em livros? Será que uma pessoa que esteja aberta para a leitura, pode ter a mente bloqueada a ponto de não se enriquecer com uma leitura tão boa quanto a do Saramago? A resposta foi sim. Mas leitura e algo complexo, temos que nos identificar com o que estamos lendo.

Aliás, o grande objeto é praticar a leitura...
Crédito de imagem: Google.

Onde tudo começou...


Acho bem interessante começar as postagens com um trecho do poema que deu origem ao título do blog.


Tempo ao sol
Carlos Drummond de Andrade

[...]
Sentados à soleira, estátuas simples,
de chinelos e barba por fazer,
a alva cabeça movem lentamente
se passa um deconhecido. Que não pare
a conversar coisas do tempo. tempo
é uma cadeira ao sol, e nada mais.
Crédito de imagem: Google.