segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Salve, salve!


Quem não conhece Maria Bethânia? Acho que todos, né? Mas quem conhece o trabalho dela e tem acesso a todo material dessa artista que não temos como descrever?

Estava conversando com amigos sobre ela outro dia, e todos sabiam quem era ela, mas ninguém sabia uma música. Como assim? Conhece essa artista maravilhosa e não cohece o trabalho espetacular dela?

Bethânia no palco é fulminante, sem dúvidas! Bela voz e intérprete que dá show mesclando poesia e músicas - que não deixam de ser poesias.

Quando comprei meu dvd Maricotinha, tive certeza absoluta do que era Bethânia: A melhor!
Ninguém domina um palco como ela. Amor de índio me emociona profundamente. Sempre que ouço esta interpretação, me recosto no sofá e sinto, sorrindo, essa música. E reparo que ela sente o mesmo que eu.

Não sei falar sobre Bethânia, não existe palavras pra descrever essa artista. Ela me arranca lágrimas em suas interpretações. Salve, Bethânia! Salve nossa diva!

Pra quem curte uma boa leitura...

Hoje, resolvi indicar dois livros. Serão comentários simples, mas de grandes obras que valem a pena serem conferidas.




A menina que roubava livros: grande livro de 2008. Markus nos conquistou com este livro. Considerado pela maioria dos críticos o livro do ano, não tiro esse título. Muito bem escrito, história perfeita, personagens bem descritos... vários são os elogios a este excelente livro. Impossível não se apaixonar por Lisa e Rudy. Viver com eles me fez viajar até a Segunda Guerra e ver, mais de perto, tudo que aquelas pessoas passavam. Principalmente os judeus. Comovente.

Memória de minhas putas tristes: Nobel em literatura, Gabriel García Márquez nos envolve nessa história maravilhosa. E, principalmente, nos mostra que nunca é tarde para se apaixonar. Narrado em uma cidade imaginária, um jornalista de 90 anos quer comemorar seu aniversário com uma ninfeta. Nunca tinha amado na vida. Aos noventa anos, finalmente, conhece o amor. Impecável!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O grande mestre.


Quando o curso de jornalismo apareceu na minha vida, eu não sabia que o melhor ainda estava por vir.

Não pretendia fazer este curso, mas, depois, vi que realmente tinha vocação para esta área. No início do curso, entra um professor na sala, sorri para a turma e diz:

- Boa noite, sou Milton Coelho da Graça, professor de vocês.

Humildade e simplicidade que escondia um dos grandes mestres do jornalismo brasileiro. Um professor brincalhão, mas que, no decorrer do curso, nos fez ver o quanto nós éramos pequenos perto do tamanho conhecimento dele. Me encantei pela sabedoria dele e por ele.

Sinceramente, ele me fez amar ser jornalista, e ver que podia chegar bem longe, mesmo estando nessa profissão tão difícil. Ele nos falava de vários empregos dele, mas, quando disse que já foi editor-chefe do jornal O Globo, a turma ficou chocada. Como teriamos aula com um antigo editor-chefe de uns dos maiores jornais do país?? Sim, era real, e ele nos passou o máximo de conhecimento que pode.

Não vou negar que já se passaram quase dois anos e as suas aulas não saem da lembrança. Tenho esperança de um dia reencontrá-lo um dia... pra uma aula, em um emprego, tanto faz.
Só que é com pessoas assim que todos nós, jornalistas e pessoas que querem ser um profissional de excelência, deveria ter contato.

Aqui, deixo minhas memórias de uma das melhores aulas que tive da minha vida, e um abraço ao grande mestre.

Um dia, quando crescer, quero ser como você...

Crédito de imagem: Google.

Ao poeta Ferreira Gullar.


Hoje, gostaria de fazer uma homenagem a Ferreira Gullar. Há uns anos atrás, fui a uma palestra dele e, até então, me encantei pelo poeta.

Abaixo, um poema dele que acho belíssimo de um livro autografado que tenho. O livro é Barulhos, e tem poesias belíssimas.

Aprendizado

Do mesmo modo que te abriste à alegria
abre-te agora ao sofrimento
que é fruto dela
e seu avesso ardente.

Do mesmo modo
que da alegria foste
ao fundo
e te perdeste nela
e te achaste
nessa perda
deixa que a dor se exerça agora
sem mentiras
nem desculpas
e em tua carne vaporiza
toda ilusão
que a vida só consome
o que a alimenta.

Observação: quis manter os espaços do poema original que tenho no meu livro, mas o blog não aceitou assim.

Crédito de imagem: Google.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Uma história sensata ou polêmica?


Primeiro de tudo, não estou contestando nada e nem criando polêmica.

Desde os primórdios da existência humana, nós fomos criados com a ideia de que Jesus Cristo foi um homem puro, que viveu fazendo o bem e pregou o amor. Até ai, ninguém duvida de nada. Mas o que mais me aflinge é o fato de nunca ninguém enfatizar que Jesus era um ser humano como nós.

O catolicismo que, como todos nós sabemos, matou muito mais do que Hitler na segunda guerra ,"em nome de Deus", pregou esta ideia, em sua maioria cultural, e esta foi mantida durante séculos.

Só que, um dia, o homem contestaria isso tudo. Não da existência de Cristo, e nem de seus milagres, bondade, amor... mas dele ter tido uma vida normal, como a nossa. E, por que não, Jesus não se apaixonaria?

Sou leitor permanente do blog do Saramago e, recentemente, ele postou um texto que seria um capítulo a mais para o evangelho que ele escreveu. É impactante ver isso. Nos não somos criados e nem ensinados imaginando Jesus Cristo tendo uma noite de amor com Maria Madalena, certo? Mas quem garante que isso não aconteceu? E que ele tenha vivido uma história de amor lindíssima?

Hoje, fiquei a imaginar o quão lindo que deveria ser este amor. O amor de Jesus sempre foi grande por nós, ele morreu por nós, mas a história de amor dele, se é que existiu, deve ter sido belíssima.

Ao buscar uma ilustração para este texto, me deparei com uma obra do artista Jarrier Alves que gerou grande polêmica. Ela mostra Jesus e Maria Madalena de uma forma meio exposta, eu diria. Mas o trabalho da artista é belíssimo

Isso não interfere nada na imagem de Jesus, na minha opinião. O amor que ele pregou que é o mais importantes. Temos que não só ter noção e conhecimento deste sentimento como, também, colocá-lo em prática no nosso cotidiano.
Crédito de imagem: Google.

O amor de Drummond

Resolvi hoje, pela manhã, postar esse poema de Drummond sobre amor. Achei linda a descrição dele e, de uma forma tão sublime e verdadeira, ele nos descreve o que é o amor.

Observação: em breve, vou postar mais textos meus. Estou pensando e refletindo sobre alguns temas pra postar.





As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é estado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais de mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Por que amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte é vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Crédito de imagem: Google.