sábado, 19 de dezembro de 2009

Finalmente.




Chegou o fim do ano. Eu tenho trabalhado muito, chegando em casa tarde e com grande carga de stress. Com isso, resolvi fazer o fechamento do blog para o ano de 2009.

Foi muito bom estar aqui este ano. Olhando meus posts passados, decidi tomar novo rumo no blog em 2010. Quero aprimorar, melhorar e tornar a visão do meu blog mais ampla.

Reservarei um tempo diário para a produção de algo e para postar, discutir e divulgar os assuntos.

A todos um Feliz Natal e um 2010 cheio de realizações e sucesso. Saude, paz e alegria!

Tenho certeza que ele será bem melhor que 2009.
E que venha 2010 com muitos pitacos por aqui.
Até lá!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Contos Franz Kafka Parte V

Resolvi finalizar hoje, para que na próximo vez que postar, já seja um comentário dos contos.


Uma mensagem imperial


O imperador – assim dizem – enviou a ti, súdito solitário e lastimável, sombra ínfima ante o sol imperial, refugiada na mais remota distância, justamente a ti o imperador enviou, do leito de morte, uma mensagem. Fez ajoelhar-se o mensageiro ao pé da cama e sussurrou-lhe a mensagem no ouvido; tão importante lhe parecia, que mandou repeti-la em seu próprio ouvido. Assentindo com a cabeça, confirmou a exatidão das palavras. E, diante da turba reunida para assistir à sua morte – haviam derrubado todas as paredes impeditivas, e na escadaria em curva ampla e elevada, dispostos em círculo,estavam os grandes do império –, diante de todos, despachou o mensageiro. De pronto, este se pôs em marcha, homem vigoroso, incansável. Estendendoora um braço, ora outro, abre passagem em meio à multidão; quando encontra o bstáculo, aponta no peito a insígnia do sol; avança facilmente, como ninguém. Mas a multidão é enorme; suas moradas não têm fim. Fosse livre o terreno, como voaria, breve ouvirias na porta o golpe magnífico de seu punho. Mas, ao contrário, esforça-se inutilmente; comprime-se nos aposentos do palácio central; jamais conseguirá atravessá-los; e se conseguisse, de nada valeria; precisaria empenhar-se em descer as escadas; e se as vencesse, de nada valeria; teria que percorrer os pátios; e depois dos pátios, o segundo palácio circundante; e novamente escadas e pátios; e mais outro palácio; e assim por milênios; e quando finalmente escapasse pelo último portão – mas isto nunca, nunca poderia acontecer – chegaria apenas à capital, o centro do mundo, onde se acumula a prodigiosa escória. Ninguém consegue passar por aí, muito menos com a mensagem de um morto. Mas, sentado à janela, tu a imaginas, enquanto a noite cai.

Conto Franz Kafka Parte IV


O Brasão da Cidade

No início tudo estava numa ordem razoável na construção da Torre de Babel; talvez a ordem fosse até excessiva, pensava-se demais em sinalizações, intérpretes, alojamentos de trabalhadores e vias de comunicação, como se àfrente houvesse séculos de livres possibilidades de trabalho. A opinião reinante na época chegava ao ponto de que não se podia trabalhar com lentidão suficiente, ela não precisava ser muito enfatizada para que se recuasse assustado ante o pensamento de assentar os alicerces. Argumentava-se da seguinte maneira: o essencial do empreendimento todo é a idéia de construir uma torre que alcance o céu. Ao lado dela tudo o mais é secundário. Uma vez apreendida na sua grandeza essa idéia não pode maisdesaparecer; enquanto existirem homens, existirá também o forte desejo deconstruir a torre até o fim. Mas nesse sentido não é preciso se preocupar como futuro; pelo contrário, o conhecimento da humanidade aumenta, a arquitetura fez e continuará fazendo mais progressos, um trabalho para o qual necessitamos de um ano será dentro de cem anos realizado, talvez em meio e além disso melhor, com mais consistência. Por que então esforçar-se ainda hoje até o limite das energias? Isso só teria sentido se fosse possível construira torre no espaço de uma geração. Mas não se pode de modo algum esperar por isso. Era preferível pensar que a geração seguinte, com o seu sabera perfeiçoado, achará mau o trabalho da geração precedente e arrasará o que foi construído, para começar de novo. Esses pensamentos tolhiam as energiase, mais do que com a construção da torre, as pessoas se preocupavam com aconstrução da cidade dos trabalhadores. Cada nacionalidade queria ter o alojamento mais bonito, resultaram daí disputas que evoluíram até lutas sangrentas. Essas lutas não cessaram mais, para os líderes elas foram um novo argumento no sentido de que, por falta da concentração necessária, a torre deveria ser construída muito devagar ou de preferência só depois do armistício geral. As pessoas porém não ocupavam o tempo apenas combatalhas, nos intervalos embelezava-se a cidade, o que entretanto provocava nova inveja e novas lutas. Assim passou o tempo da primeira geração, mas nenhuma das seguintes foi diferente, sem interrupção só se intensificava adestreza e com ela a belicosidade. A isso se acrescentou que já a segunda ou terceira geração reconheceu o sem-sentido da construção da torre do céu, mas já estavam todos muito ligados entre si para abandonarem a cidade. Tudo o que nela surgiu de lendas e canções está repleto de nostalgia pelo dia profetizado em que a cidade será destroçada por um punho gigantesco com cinco golpes em rápida sucessão. Por isso a cidade também tem um punho no seu brasão.

Conto Franz Kafka Part III

Dando continuidade aos contos. Hoje, postarei o terceiro conto chamado A partida.


A partida
Ordenei que tirassem meu cavalo da estrebaria. O criado não me entendeu. Fui pessoalmente à estrebaria, selei o cavalo e montei-o. Ouvi soar à distância uma trompa, perguntei-lhe o que aquilo significava. Ele não sabia de nada enão havia escutado nada. Perto do portão ele me deteve e perguntou: – Para onde cavalga senhor? – Não sei direito – eu disse –, só sei que é para fora daqui, fora daqui. Fora daqui sem parar; só assim posso alcançar meu objetivo. – Conhece então o seu objetivo? – perguntou ele. – Sim –respondi – Eu já disse: “fora-daqui”, é esse o meu objetivo. – O senhor não leva provisões – disse ele. – Não preciso de nenhuma – disse eu. – Aviagem é tão longa que tenho de morrer de fome se não receber nada no caminho. Nenhuma provisão pode me salvar. Por sorte esta viagem é realmente imensa.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Conto Franz Kafka Parte II

Hoje, estou postando o segundo conto do grande Kafka.

Boa leitura e reflexão.

O pião

Um filósofo costumava circular onde brincavam crianças. E se via um menino que tinha um pião já ficava à espreita. Mal o pião começava a rodar, o filósofo o perseguia com a intenção de agarrá-lo. Não o preocupava que as crianças fizessem o maior barulho e tentassem impedi-lo de entrar na brincadeira; se ele pegava o pião enquanto este ainda girava, ficava feliz, mas só por um instante, depois atirava-o ao chão e ia embora. Na verdade, acreditava que o conhecimento de qualquer insignificância, por exemplo, o de um pião que girava, era suficiente ao conhecimento do geral. Por isso não se ocupava dos grandes problemas – era algo que lhe parecia antieconômico. Se a menor de todas as ninharias fosse realmente conhecida, então tudo estava conhecido; sendo assim só se ocupava do pião rodando. E sempre que se realizavam preparativos para fazer o pião girar, ele tinha esperança de que agora ia conseguir; e se o pião girava, a esperança se transformava em certeza enquanto corria até perder o fôlego atrás dele. Mas quando depois retinha na mão o estúpido pedaço de madeira, ele se sentia mal e a gritaria das crianças – que ele até então não havia escutado e agora de repente penetrava nos seus ouvidos – afugentava-o dali e ele cambaleava como um pião lançado com um golpe sem jeito da fieira.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Contos do Franz Kafka.

Começo, a partir de hoje, a publicar contos do grande Franz Kafka. Serão 5 no total.
O primeiro será O Timoneiro. Franz Kafka é um escritor singular, imortal. Suas obras atravessam o tempo e nos encantam. Sua escrita, impecável. Seus personagens são sempre apresentados com algum problema pessoal e até mesmo existencial. Dilemas psicológicos estão sempre presentes nas obras de Kafka. Com grande apego aos mínimos detalhes, ele sempre me encantou pelo tamanho de seus livros ou contos. São sempre pequenos, mas a dimensão de suas obras são enormes.

Não tenho muito o que falar dele. Deixo que os contos digam por si só.


O Timoneiro

“Não sou o timoneiro?” – exclamei. “Você?” – disse um homem alto e escuro e esfregou as mãos nos olhos como se espantasse um sonho. Eu estive ao leme na noite escura, a lanterna ardendo fraca sobre minha cabeça e agora vinha esse homem e queria me pôr de lado. E já que eu não me afastava, ele calcou o pé no meu peito e me empurrou para baixo devagar enquanto eu continuava agarrado aos raios do leme e na queda o tirava completamente do lugar. Mas o homem o pegou, colocou-o em ordem e me empurrou dali com um tranco. Eu porém me recompus logo, corri até a escotilha que dava para o alojamento da tripulação e gritei: “Tripulantes! Camaradas! Venham logo! Um estranho me expulsou do leme!” Eles vieram lentamente, subindo pela escada do navio, figuras possantes que cambaleavam de cansaço. “Não sou o timoneiro?” – perguntei. Eles assentiram com a cabeça, mas seus olhares só se dirigiam ao estranho; ficaram em semicírculo ao redor dele e, quando ele disse em voz de comando: “Não me atrapalhem”, eles se juntaram, acenaram para mim com a cabeça e voltaram a descer pela escada do navio. Que tipo de gente é essa? será que realmente pensam ou só se arrastam sem saber para onde sobre a terra?

domingo, 6 de dezembro de 2009

Alicia Keys - The Element of Freedom


Vamos falar um pouco de música? E música, nessa década, se resume em um único nome: Alicia Keys.

A diva do R&B americano surgiu em 2001 com o hit Fallin'. Seu álbum intitulado Songs in A Menor abocanhou vários Grammys e muitos outros prêmios. Mostrando não ter vindo pra brincadeira. É notável a influência do soul, jazz e até mesmo o hip hop em seus cds.

Seu talento e trabalho são levados muito a sério. E a palavra talento é a que preenche a alma dessa artista incrível.
Seu segundo álbum, The Diary of Alicia Keys, na minha opinião, é um clássico do R&B.
O cd As I Am é algo indiscutível. Ela poderia lançar somente Like You'll Never See me Again que, ainda assim, compraria o cd. Eu lembro que falava com meus amigos que, depois que ela lançou essa música, não precisava lançar mais nada.

Mas vamos ao lançamento. The Element of Freedom vazou essa semana. Eu, grande admirador do trabalho da Alicia, corri para ouvir logo.
Sempre quando ouço notícias de um novo cd dela, não penso em nada. Ela sempre me supreende, da melhor forma, com um trabalho incrível, com nova direção. Fica difícil imaginar um trabalho de alguém como Keys.

Não é como esperar um cd da Madonna com músicas dançantes, ou um álbum da Britney com uma polêmica atrás. Essas artistas são previsíveis. Não desmereço o trabalho delas. Aliás, o pop dessas cantoras são sempre muito competente. Mas o mundo musical precisava de coisa nova, coisa boa. E isso só Alicia poderia nos presentear.
O álbum soa muito gostoso, como um ar. É leve, fino, bem trabalhado... As batidas meio anos 70 e 80, os vocais retrô... Tudo faz desse álbum um dos melhores do ano.

Espero que o Grammy não banque uma de ridículo e dê as indicações que ela mereça. Depois do papelão com o As I Am, eu espero tudo da academia.

Destaco This Bed, That's How Strong My Love Is, Distance and Time, Love is Blind e Try Sleeping With a Broken Heart.
Que este cd faça muito barulho e tenha o sucesso que merece. Alicia se superou mais uma vez.


Ave, Alicia!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Sex & The City


Sempre fui fã dessa série que arrasta multidões ao redor do mundo. O clima real-fantasioso que tem lá sempre me encantou. Com o final da série em 2004, não me senti saciado com aquilo tudo. Sempre sentia falta da série.


Lá tem aquela fantasia de príncipe encantado, roupas de marca e muita balada. Mas, ao mesmo tempo, um príncipe que abandona a mulher no casamento, um filho desejado que não vem e traições. Lágrimas são soltas e corações são partidos, mas, no final, o perdão da traição é aceito, o príncipe que abandona na igreja pede, de joelhos, em casamento e o filho desejado chega.


Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte vivem seus relacionamentos, desentedimentos, alegrias e tristezas na cidade de Nova Iorque.

Tudo é muito bonito, com glamour e um pouco de conto de fadas, mas o quarteto não deixa de viver os dilemas que todos nós, mortais, vivemos. Em cada personagem encontramos um pouco de nós e um personagem que nos identificamos mais.


O clima fashion está presente em toda a série e no filme. O segundo filme está sendo filmado agora, com estreia prevista para maio de 2010.


Sarah Jessica Parker anunciou recentemente que se arrependeu de aceitar muitos compromissos. Mãe de gêmeas ainda pequenas, Sarah disse que as filmagens estão afastando ela das filhas. Tendo como cenário a cidade de Marrocos em determinada parte do filme, a viagem faz a fashion icon sentir muita falta das pequenas.


Estou aguardando ansiosamente a continuação. Quero Patricia Field como stylist, ela é fenomenal. Depois do trabalho que fez em O Diabo Veste Prada, ela não precisa provar mais nada a ninguém.

E não pode faltar a tão bela Nova Iorque em flashes e luzes coloridas. Aquela cidade é o verdadeiro paraíso e a cidade mais linda do mundo, sem dúvida alguma.


E que venham mais dilemas e alegrias na cidade que nunca dorme...