sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Florbela Espanca


Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais este e aquele, o outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disse que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar.



Observação: o amor de Florbela não tem final feliz. Ela não sente o gosto deste amor que ela escreveu. Se repararmos, ela nunca se sente feliz por ter sido beijada. Ela simplesmente deseja e imagina.
Acho que o fato de Florbela ter amado e não poder ter vivido este amor, como podemos reparar em seus poemas, me fez me identificar mais. Há quem diz que ela foi apaixonada pelo irmão...


Este não foi o meu caso, mas foi proibido. E a dor? Acho que a mesma...

sábado, 2 de outubro de 2010

Por que escrevo?


Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando.
                


                                Clarice Lispector





Comentário: Só Clarice para conseguir formar, em poucas palavras, o que nós, às vezes, simples escritores, sentimos. É lindo, profundo e de uma dimensão fora do comum. Passei alguns minutos refletindo esta frase e ví que ele dizia o que gostaria de resumir sobre escrever. Não escrevo pra ninguém. Escrevo para mim, por simples desabafo.


Coisas da alma...

Liberdade?


"Viver sem ser amado é como cortar as asas de um pássaro e tirar sua capacidade de voar (...) A dor tem a capacidade de cortar nossas asas e nos impedir de voar."
               William P. Young - A Cabana.